Hoje, eu consigo olhar pro meu passado como uma espectadora. E apontar cada detalhe e cada erro e acerto e cada instante e sensação e fuga. As projeções que fiz, as dependências que criei, as compulsões que tive, hoje são um presente de maturidade e otimismo. Porque comecei a atrair pessoas, histórias e assuntos mais leves, saudáveis. E criei pra mim uma rotina de paz, e deixei de admirar muita gente e a apreciar outras. E vivi muita solidão, muita solitude, muito aconchego também. Hoje sou tão GRATA por tudo que doeu, por tudo que sangrou, pelo sono perdido. Retomei o controle da minha vida e estou sendo amada de uma maneira que me deixa mais segura. Perdi meus medos, sobrou apenas a minha fobia de altura e sapos. E, por menos que eu tenha escrito, a poesia sempre esteve em mim. Brindo com vocês esta fase nova em que, finalmente, conheci a tranqüilidade. Se eu tinha esquecido desta frase, hoje eu posso repetir com o coração cheio de certeza: TUDO VAI DAR CERTO SEMPRE, porque a vida se encarrega das coisas e ela nos compensa com ela mesma.
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Sem falsa modéstia, me dou muito bem com as letras, consigo escrever dissertações maravilhosas, adoro ortografia [mesmo com a mudança e a extinção do meu amado trema], gramática é comigo mesma, Literatura merece “L” maiúsculo, tamanho é o amor que tenho por ela, História Geral é fácil, História Antiga, Contemporânea, do Brasil são coisas fáceis pra mim, Geografia dá pra me virar, Tecnologia não me bota medo e Atualidades… nossa! Que fácil.
Não consigo identificar o começo disso. Quando criança eu me esforçava para gostar, mas me diferenciava das outras por não conseguir aprender.
Meu pai mecânico e minha mãe gestora administradora de negócios, eu tinha mil e um motivos pra gostar e me dar bem na bendita matemática.
A situação chegou a ficar tão feia que fui salva de uma DP por pouco, muito pouco. Mas eu tenho forças para aprender, ou ao menos para decorar as coisas, quando faço um esforço grande para isso. E EU QUERO APRENDER MATEMÁTICA.
Após tantas oportunidades perdidas, uma tristeza profunda por não ter conseguido o estágio (o qual eu realmente precisava da grana.) Entendi como o mundo gira em torno da dita cuja, matemática. E eu estou ficando atrás, bem atrás.
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